sábado, 23 de agosto de 2014

FTA – APOENA
Pós-Graduação: Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura.
Disciplina: Mídias, Tecnologias e Aprendizagem Aplicada à Prática do Ensino da Língua  Portuguesa e Literatura.
Professora: Miriam Maia de Araújo Pereira.

MULTIMÍDIA: Linguagens híbridas em texto, imagem e som
 

Autora: Maria Isabel Orofino.

Acadêmicos (as): ADRIANA CARDOSO DE ABREU
                       DAYANE VALESCA RODRIGUES
                       JESSICA BRUNA CABRAL DIAS
                       HELEN COSTA COELHO
                       GERSON LEANDRO CARDOSO LEMOS
                       MARA VALDENE S. LOBO
                       MARCOS PAULO BARATA
                       SIMONE DAS GRAÇAS SARMANHO

BIOGRAFIA

Maria Isabel Orofino

Professora Comunicação e Práticas de Consumo, Escola Superior de Propaganda e Marketing ComunicaçãoConsumo, Cultura, Infância, Televisão.

Um olhar sobre a questão da tecnologia e linguagem.

TECNOLOGIA está relacionada com:
*Mundo do trabalho;
*Desenvolvimento científico;
*Produção de subsistência;
*Saúde;
*Lazer;
*Etc.

NO SENTIDO DE:

  • Produção = Técnica.
  • Reprodução = A Tecnologia.


DISTANCIAMENTOS DE VISÕES

  • Determinista - a mídia é responsável por todas as mudanças culturais (midiacentrismo);
  • Sintomática - a tecnologia é vista como uma dádiva, perspectiva otimista.


Sobre televisão/vídeo e as tecnologias digitais

  • Trajetória histórica da comunicação de massa - um novo meio não excluiu ou superou o anterior.

A velha TV, que continua nova

  • Tecnologias mecânicas
  • Sistema eletrônico, analógico
  • Sistemas digitais. 

A TV com relação à estrutura:
HARDWARE: relativo ao aparato tecnológico;
SOFTWARE:linhagem de produção simbólica;


É importante destacar que:
Produção da TV não se reduz a vídeo;
Aborda outras formas culturais (cinema/esporte/comícios/música/etc.);
TV comercial: mantém velhos conteúdos, cultura consumista (classista/patriarcal/de etnia branca/heterossexual);
Educação: é nosso trabalho manter a proposta da leitura crítica;
Conservadorismo: se mantém numa luta pelo poder.

Não esquecer!!!

O processo de emissão de mensagens é determinado por seletos grupos econômicos que têm privilegiado discursos insistentemente conservadores.

Características da linguagem híbridas:

Mais amplo que a intertextualidade:
  • Formas culturais;
  • Gêneros narrativos;
  • Formatos de Programa.
As formas culturais e o residual na TV

  • TV - Novos conteúdos;
  • UMA LINGUAGEM - Somatória de formas culturais;
  • TEXTO - Superposição e resgate de expressões culturais.
TV
  1. Música/telejornal (mídia impressa
  2. Aspecto da visualidade (fotografia)
  3. Conjunto de ilustrações (pintura)
  4. Iluminuras (artes gráficas)
  5. Debates /encontros públicos (sermões)
  6. Programa educativo (palestras, aulas)
  7. Teledramaturgia (teatro e cinema)
  8. Telenovelas (romances de folhetim)
  9. Programa de auditório (circo)
  10. Futebol (antigas cenas de arena ou estádios)
A questão do Gênero Narrativo

Há dois gêneros que compõem a textualidade da TV:
  • Ficcionais  - São matrizes históricas, apelo ao gênero melodramático.
  • Não ficcionais.                                                                
A questão do formato

Classificação da teleficção seriada: 
  • UNITÁRIO: Terça Nobre/ Brava Gente;
  • SERIADO:   A grande família / Os normais;
  • MINISSÉRIE: O Rebu;
  • TELENOVELA: Avenida Brasil.



                                       



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Os três códigos de significação

  • Código verbal/ texto: é o código linguístico, uso da palavra;
  • Código icônico/imagem: a representação se assemelha ao fato representado;
  • Código sonoro/som: é formado pelos signos indiciais.
Em suma
Os signos podem ser de natureza simbólica, icônica ou indicial, em um processo de encadeamento em que um gera outro, processo de semiose. 

Linguagens híbridas e intertextualidade - Significados Textuais
Relações primárias: "banco de referências";
Relações secundárias: relação industrial;
Cultura oral: capacidade de fazer produção das informações;
O sujeito e a formação social: a experiência textual e a social são diferentes, mas possuem conexões.

Políticas de significação/ideologias
  •   Não existe uma pretensa “neutralidade” na produção de informação;
  •    Não prestamos atenção na complexidade das  mensagens da TV;
  •          Subestimamos a importância cultural da mídia e as estratégias que utiliza para moldar a realidade e criar falsas necessidades, de reproduzir estereótipos, legitimar desigualdades e exclusões diante o público (infantil e adolescente).  

Fragmentação, multiplicidade e pastiche: 
A estética pós-moderna na TV. Se há arte na TV, há, portanto formas subversivas de representação na TV, ainda que imersas na lógica do estímulo ao desejo infinito e na promessa de felicidade continuamente adiada pelo mercado. O discurso televisual está longe de ser um todo monolítico, impermeável.

Textualidade em Fluxo

A fragmentação da TV permite conexões entre os seus segmentos que são feitos de acordo com as leis de associação, mais do que leis de consequência, lógica e causa e efeito.
“Alfabetizado televisualmente”
 ≠
 texto verbal impresso.

Realismo e Naturalização

A TV é um meio de informação que tende ao realismo, não significa representar a realidade em si, mas sim reproduzir o sentido dominante da realidade.

Planejando a Oficina da Mídia-Educação

Deve-se evitar a leitura ingênua , que não problematize as ideologias e as relações de dominação que estas ajudam a sustentar (em termos de opressão, exclusão e preconceito de classe, gênero, raça, etnia, geração e religião);

É interessante também identificar aquelas brechas e contradições que permeiam os discursos midiáticos e assim valorizarmos também aqueles profissionais que alimentam uma reflexibilidade social por dentro mesmos das indústrias.
Referência:
OROFINO, M. I. Mídias e mediação escolar: pedagogia dos meios, participação e visibilidade. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2005.